Entre o momento em que um pedido é aprovado pela indústria até sua chegada ao PDV, existe uma jornada que, na prática, raramente é linear. O que começa como um fluxo estruturado pode rapidamente se transformar em uma sequência de etapas com pouca visibilidade, onde decisões acabam sendo baseadas em suposições e não em dados.
Na maioria das vezes, o pedido sai corretamente da indústria. No entanto, poucos dias depois, já não é possível afirmar com precisão onde ele está, em que condição se encontra ou quando estará disponível no ponto de venda. É nesse intervalo que a indústria começa ter dificuldades na cadeia logística farmacêutica.
Segundo divulgado pela Shelvz, muitos produtos que constam como “em estoque” nos sistemas não estão, de fato, nas prateleiras das farmácias. Esse é um problema que custa, de acordo com o estudo, centenas de bilhões de dólares por ano.
Ao longo deste artigo, vamos acompanhar, na prática, o caminho de um pedido no canal farmacêutico e entender onde estão os principais pontos de falha, e como a indústria pode recuperar visibilidade e controle sobre essa jornada.
O caminho do pedido raramente é tão simples quanto parece
A baixa visibilidade na cadeia logística farmacêutica não é, necessariamente, apenas falta de tecnologia. Na prática, isso significa não conseguir responder perguntas básicas sobre a operação:
- Onde exatamente está o pedido neste momento?
- Ele foi processado corretamente pelo distribuidor?
- O produto já foi separado e enviado?
- Quando estará disponível no PDV?
Quando essas respostas não estão disponíveis em tempo real, a indústria passa a operar com lacunas críticas de informação. O resultado é uma gestão reativa, em que problemas só são identificados quando já impactaram a operação.
No canal farma, isso se traduz em situações recorrentes: produtos represados ao longo do fluxo logístico e indisponíveis na farmácia; pedidos com informações divergentes; atrasos que não são percebidos a tempo; e rupturas que só são descobertas quando a venda já foi prejudicada.
Como a visibilidade da indústria pode se perder ao longo da cadeia logística?
Para compreender onde estão os principais gargalos da operação, é necessário observar a jornada real do pedido, e não apenas o fluxo ideal desenhado pela indústria. Na prática, essa jornada é composta por múltiplas etapas, cada uma com potenciais pontos de falha que, somados, comprometem a visibilidade e o controle da cadeia logística.
Etapa 1: Emissão do pedido pela indústria
O processo se inicia com a emissão do pedido, baseada em condições comerciais previamente definidas, volumes acordados e planejamento de abastecimento.
Em um cenário ideal, esse fluxo seguiria de forma contínua, com regras claras e execução previsível. No entanto, à medida que o pedido é encaminhado ao distribuidor, a visibilidade da indústria sobre o processo começa a diminuir.
A partir desse momento, o acompanhamento da operação passa a depender de retornos que nem sempre seguem um padrão consistente, o que já introduz os primeiros obstáculos de visão e controle do fluxo logístico.
Etapa 2: Processamento pelo distribuidor
Ao receber o pedido, o distribuidor inicia uma etapa crítica que envolve validação, checagem de estoque e aplicação de condições comerciais.
É nesse ponto que podem surgir divergências relevantes. Ajustes manuais, indisponibilidade de produtos e aplicação inconsistente de regras comerciais podem alterar o pedido original sem que haja total transparência para a indústria.
Como consequência, perde-se o controle sobre o que foi de fato aprovado, modificado ou priorizado na execução.
Etapa 3: Separação e logística
Após o processamento, o pedido segue para as etapas de separação e envio. Em teoria, essa fase deveria ocorrer de forma ágil e alinhada à demanda do ponto de venda.
Entretanto, na prática, é comum que produtos permaneçam retidos em centros de distribuição, enfrentem atrasos logísticos ou tenham sua entrega reprogramada sem visibilidade para a indústria.
Nesse estágio, o tempo entre o pedido e a entrega deixa de ser previsível, o que dificulta o planejamento e a reposição adequada.
Etapa 4: Recebimento no ponto de venda
Quando o pedido chega ao PDV, ele ainda passa por mais etapas antes de estar disponível para o consumidor final. A conferência, o registro nos sistemas e a organização interna variam de acordo com o nível de maturidade operacional de cada farmácia ou rede.
Diferenças entre o pedido original e o recebido, atrasos na entrada do estoque e falta de padronização nos processos do PDV ocorrem com frequência. O resultado é que, mesmo após a entrega, o produto ainda não está necessariamente pronto para venda, o que prolonga o ciclo até sua disponibilização.
Etapa 5: Disponibilização na prateleira
A etapa final da jornada é também a mais crítica do ponto de vista comercial. É nesse momento que todo o processo anterior resulta na disponibilidade – ou ausência – do produto para o consumidor.
Idealmente, o produto deveria estar disponível no momento certo, com execução alinhada à estratégia da indústria. No entanto, a realidade traz um cenário diferente: rupturas ocorrem durante a cadeia logística farmacêutica, falhas de execução comprometem a disponibilidade do produto e oportunidades de venda são perdidas.
O que acontece quando os sistemas deixam de conversar
O principal fator é a fragmentação da cadeia logística farmacêutica. Indústria, distribuidores e farmácias muitas vezes operam com sistemas diferentes, níveis distintos de maturidade digital e baixa integração de dados.
Isso cria lacunas de informação que impedem uma visão integrada do fluxo de pedidos. Além disso, muitos processos ainda são feitos manualmente, a troca de informações não acontece em tempo real e não há rastreabilidade estruturada de ponta a ponta.
Como recuperar visibilidade e controle sobre a jornada do pedido
Recuperar controle não depende apenas de digitalizar etapas isoladas, mas de integrar toda a jornada. É nesse contexto que soluções como o Pharmalink ganham relevância. Ao atuar como um hub de integração entre indústria, distribuidores e farmácias, o Pharmalink permite:
- Centralizar e padronizar o fluxo de pedidos;
- Garantir a execução consistente de regras comerciais;
- Integrar a cadeia logística em um sistema único;
- Acompanhar o status do pedido ao longo de toda a jornada;
- Reduzir retrabalho e inconsistências operacionais.
Na prática, isso significa que a indústria deixa de depender de múltiplas fontes de informação e passa a ter uma visão mais estruturada do que acontece entre o pedido e o PDV.
Com maior visibilidade, torna-se possível identificar rapidamente onde estão os gargalos, antecipar problemas e ajustar a operação antes que impacte nas vendas do produto no PDV.
Tenha visibilidade da jornada do seu produto até o PDV
A perda de controle ao longo da cadeia logística farmacêutica não acontece em um único ponto. Ela possui diversas etapas críticas ao longo da jornada e pequenas falhas que, somadas, comprometem a eficiência da operação.
Quando a indústria passa a enxergar essa jornada de forma estruturada, é possível agir mais rápido, reduzir perdas e melhorar a execução no canal indireto farmacêutico.
Com duas décadas de mercado e especializado em integrar indústria, distribuidores e farmácia em uma única plataforma digital, o Pharmalink é a solução ideal para otimizar o fluxo logístico da sua empresa e garantir que o produto chegue ao PDV no momento ideal.
Perguntas Frequentes sobre jornada do pedido no canal farmacêutico
Onde a indústria farmacêutica mais perde controle na jornada do pedido?
Principalmente na transição entre indústria e distribuidores, na logística intermediária e na etapa final no PDV, onde a visibilidade é mais limitada.
Por que a ruptura acontece mesmo com estoque na cadeia logística?
Porque não há integração total entre indústria, distribuidores e farmácias. O produto pode estar disponível em um ponto da cadeia, mas não no local e no momento em que a demanda ocorre.
Como saber se minha operação sofre com falta de visibilidade?
Se não é possível acompanhar o status de pedidos em tempo real, identificar rapidamente atrasos ou entender o que aconteceu entre envio e entrega, há falta de controle sobre cada etapa.


