Do pedido à prateleira: onde estão os gargalos do canal farmacêutico e como impactam a indústria

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Por: Rodrigo Ferreira

Diretor de Negócios B2B | Pharmalink | Ponto Extra | Plataforma Non-Retail | Interplayers

Foto de profissional da indústria olhando para tablet. Entenda onde estão os principais gargalos do canal farmacêutico.

Entre o momento em que um pedido é aprovado pela indústria até sua chegada ao PDV, existe uma jornada que, na prática, raramente é linear. O que começa como um fluxo estruturado pode rapidamente se transformar em uma sequência de etapas com pouca visibilidade, onde decisões acabam sendo baseadas em suposições e não em dados.

Na maioria das vezes, o pedido sai corretamente da indústria. No entanto, poucos dias depois, já não é possível afirmar com precisão onde ele está, em que condição se encontra ou quando estará disponível no ponto de venda. É nesse intervalo que a indústria começa ter dificuldades na cadeia logística farmacêutica.

Segundo divulgado pela Shelvz, muitos produtos que constam como “em estoque” nos sistemas não estão, de fato, nas prateleiras das farmácias. Esse é um problema que custa, de acordo com o estudo, centenas de bilhões de dólares por ano.

Ao longo deste artigo, vamos acompanhar, na prática, o caminho de um pedido no canal farmacêutico e entender onde estão os principais pontos de falha, e como a indústria pode recuperar visibilidade e controle sobre essa jornada.

O caminho do pedido raramente é tão simples quanto parece

A baixa visibilidade na cadeia logística farmacêutica não é, necessariamente, apenas falta de tecnologia. Na prática, isso significa não conseguir responder perguntas básicas sobre a operação:

  • Onde exatamente está o pedido neste momento?
  • Ele foi processado corretamente pelo distribuidor?
  • O produto já foi separado e enviado?
  • Quando estará disponível no PDV?

Quando essas respostas não estão disponíveis em tempo real, a indústria passa a operar com lacunas críticas de informação. O resultado é uma gestão reativa, em que problemas só são identificados quando já impactaram a operação.

No canal farma, isso se traduz em situações recorrentes: produtos represados ao longo do fluxo logístico e indisponíveis na farmácia; pedidos com informações divergentes; atrasos que não são percebidos a tempo; e rupturas que só são descobertas quando a venda já foi prejudicada.

Como a visibilidade da indústria pode se perder ao longo da cadeia logística?

Para compreender onde estão os principais gargalos da operação, é necessário observar a jornada real do pedido, e não apenas o fluxo ideal desenhado pela indústria. Na prática, essa jornada é composta por múltiplas etapas, cada uma com potenciais pontos de falha que, somados, comprometem a visibilidade e o controle da cadeia logística.

Etapa 1: Emissão do pedido pela indústria

O processo se inicia com a emissão do pedido, baseada em condições comerciais previamente definidas, volumes acordados e planejamento de abastecimento.

Em um cenário ideal, esse fluxo seguiria de forma contínua, com regras claras e execução previsível. No entanto, à medida que o pedido é encaminhado ao distribuidor, a visibilidade da indústria sobre o processo começa a diminuir.

A partir desse momento, o acompanhamento da operação passa a depender de retornos que nem sempre seguem um padrão consistente, o que já introduz os primeiros obstáculos de visão e controle do fluxo logístico.

Etapa 2: Processamento pelo distribuidor

Ao receber o pedido, o distribuidor inicia uma etapa crítica que envolve validação, checagem de estoque e aplicação de condições comerciais.

É nesse ponto que podem surgir divergências relevantes. Ajustes manuais, indisponibilidade de produtos e aplicação inconsistente de regras comerciais podem alterar o pedido original sem que haja total transparência para a indústria.

Como consequência, perde-se o controle sobre o que foi de fato aprovado, modificado ou priorizado na execução.

Etapa 3: Separação e logística

Após o processamento, o pedido segue para as etapas de separação e envio. Em teoria, essa fase deveria ocorrer de forma ágil e alinhada à demanda do ponto de venda.

Entretanto, na prática, é comum que produtos permaneçam retidos em centros de distribuição, enfrentem atrasos logísticos ou tenham sua entrega reprogramada sem visibilidade para a indústria.

Nesse estágio, o tempo entre o pedido e a entrega deixa de ser previsível, o que dificulta o planejamento e a reposição adequada.

Etapa 4: Recebimento no ponto de venda

Quando o pedido chega ao PDV, ele ainda passa por mais etapas antes de estar disponível para o consumidor final. A conferência, o registro nos sistemas e a organização interna variam de acordo com o nível de maturidade operacional de cada farmácia ou rede.

Diferenças entre o pedido original e o recebido, atrasos na entrada do estoque e falta de padronização nos processos do PDV ocorrem com frequência. O resultado é que, mesmo após a entrega, o produto ainda não está necessariamente pronto para venda, o que prolonga o ciclo até sua disponibilização.

Etapa 5: Disponibilização na prateleira

A etapa final da jornada é também a mais crítica do ponto de vista comercial. É nesse momento que todo o processo anterior resulta na disponibilidade – ou ausência – do produto para o consumidor.

Idealmente, o produto deveria estar disponível no momento certo, com execução alinhada à estratégia da indústria. No entanto, a realidade traz um cenário diferente: rupturas ocorrem durante a cadeia logística farmacêutica, falhas de execução comprometem a disponibilidade do produto e oportunidades de venda são perdidas.

O que acontece quando os sistemas deixam de conversar

O principal fator é a fragmentação da cadeia logística farmacêutica. Indústria, distribuidores e farmácias muitas vezes operam com sistemas diferentes, níveis distintos de maturidade digital e baixa integração de dados.

Isso cria lacunas de informação que impedem uma visão integrada do fluxo de pedidos. Além disso, muitos processos ainda são feitos manualmente, a troca de informações não acontece em tempo real e não há rastreabilidade estruturada de ponta a ponta.

Como recuperar visibilidade e controle sobre a jornada do pedido

Recuperar controle não depende apenas de digitalizar etapas isoladas, mas de integrar toda a jornada. É nesse contexto que soluções como o Pharmalink ganham relevância. Ao atuar como um hub de integração entre indústria, distribuidores e farmácias, o Pharmalink permite:

  • Centralizar e padronizar o fluxo de pedidos;
  • Garantir a execução consistente de regras comerciais;
  • Integrar a cadeia logística em um sistema único;
  • Acompanhar o status do pedido ao longo de toda a jornada;
  • Reduzir retrabalho e inconsistências operacionais.

Na prática, isso significa que a indústria deixa de depender de múltiplas fontes de informação e passa a ter uma visão mais estruturada do que acontece entre o pedido e o PDV.

Com maior visibilidade, torna-se possível identificar rapidamente onde estão os gargalos, antecipar problemas e ajustar a operação antes que impacte nas vendas do produto no PDV.

Tenha visibilidade da jornada do seu produto até o PDV

A perda de controle ao longo da cadeia logística farmacêutica não acontece em um único ponto. Ela possui diversas etapas críticas ao longo da jornada e pequenas falhas que, somadas, comprometem a eficiência da operação.

Quando a indústria passa a enxergar essa jornada de forma estruturada, é possível agir mais rápido, reduzir perdas e melhorar a execução no canal indireto farmacêutico.

Com duas décadas de mercado e especializado em integrar indústria, distribuidores e farmácia em uma única plataforma digital, o Pharmalink é a solução ideal para otimizar o fluxo logístico da sua empresa e garantir que o produto chegue ao PDV no momento ideal.

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Perguntas Frequentes sobre jornada do pedido no canal farmacêutico

Onde a indústria farmacêutica mais perde controle na jornada do pedido?
Principalmente na transição entre indústria e distribuidores, na logística intermediária e na etapa final no PDV, onde a visibilidade é mais limitada.

Por que a ruptura acontece mesmo com estoque na cadeia logística?
Porque não há integração total entre indústria, distribuidores e farmácias. O produto pode estar disponível em um ponto da cadeia, mas não no local e no momento em que a demanda ocorre.

Como saber se minha operação sofre com falta de visibilidade?
Se não é possível acompanhar o status de pedidos em tempo real, identificar rapidamente atrasos ou entender o que aconteceu entre envio e entrega, há falta de controle sobre cada etapa.

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